História

A tradição da região do Litoral Norte do Estado do Rio Grande do Sul como produtora de arroz remonta a década de 30, mais precisamente aos anos de 1936/37, onde nas localidades de Cavalhada (Mostardas), Passinhos (Osório) e Palmares (Palmares do Sul), alguns agricultores, isoladamente, começaram a produzir o arroz na região.

Tratava-se do início de uma atividade, onde as necessidades eram muitas e atendidas de forma precária em todos os seus vários estágios, pois o arroz surgiu como uma nova cultura com muitas exigências. Além disso, conhecimento técnico e tecnologia disponíveis eram mínimos ou quase inexistentes.

Além da dificuldade para efetuar a preparação do solo (ausência de tratores), havia também a questão da irrigação das lavouras.  Poucos equipamentos existiam para a execução de curvas de nível – utilizadas para contenção da lâmina d’água –, bem como para o fornecimento da água, que ocorria por meio de sistemas de bombeamento com “locomóvel” e outros.

A colheita era feita de forma manual, com a utilização de foices. O produto colhido, por sua vez, era acondicionado em “medas” (pequenos montes), para pré-secagem natural e posterior debulha. Algum tempo após essa secagem inicial, também de forma manual (até o surgimento das trilhadeiras estacionárias), o arroz era ensacado e encaminhado para a secagem definitiva e para as indústrias de beneficiamento, inexistentes na região. 

A constatação deste diferencial de qualidade passou a ser reconhecido a partir de então, refletindo inclusive em seu valor de mercado, normalmente de 10 a 15% superior àqueles produzidos em outras regiões do estado do RS.

Daí em diante, o Arroz do Litoral Norte Gaúcho, passou a ser referência em termos de qualidade no meio Orizícola, desde a produção até a indústria.

Entidade Associada